
Seduzido pela Champions, Gladstone pensa alto, fala da ambição do título, e revela-o de forma convicta. Entre elogios ao futebol português e à selecção de Scolari, o defesa deixa a promessa de colocar a vida em campo em cada jogo.
Volta a insistir na ideia: vai para Alvalade para ajudar o Sporting a ganhar tudo. Foi assim que aprendeu nas melhores escolas de campeões, no Cruzeiro (onde ganhou tudo: Brasileirão, Copa do Brasil e Campeonato Mineiro, ao lado de Luisão, esse mesmo, o do Benfica) e na Juventus, e só assim entende o futebol de alta competição.
A Bola - Com o ingresso no Sporting, volta a ter oportunidade, tal como aconteceu, em parte, na Juventus, de viver de perto todas as emoções da Champions. Isso pesou na sua decisão?
Gladstone — Depois de chegar à selecção do Brasil, o sonho de todo o jogador é poder participar na Champions League. É uma competição planetária. Felizmente, tive a oportunidade de estar presente em alguns jogos, nos tempos da Juventus, e sei bem o que representa a competição, a sua grandeza. É, realmente, uma coisa fora do normal e quem tem essa oportunidade, quem entra em campo para disputar a Champions, tem de dar a vida. É o que prometo aos adeptos do Sporting em cada jogo. É uma oportunidade única e tenho de a saber aproveitar ao máximo. Quem sabe esses jogos não servem de estímulo para voltar à selecção brasileira? São jogos que proporcionam a um jogador ser reconhecido em todo o Mundo.
— Com a curiosidade de, na próxima época, os dois grandes de Lisboa, Sporting e Benfica, apresentarem nos seus quadros quatro centrais brasileiros de selecção: Anderson Polga e Gladstone, no Sporting, e Luisão e Anderson, no Benfica.
— O Dunga tem de estar atento [risos]. Ultimamente, o Brasil conta com centrais de grande qualidade. Conheço bem o Anderson, um excelente jogador, do Luisão nem se fala... O Polga foi campeão do Mundo e já merecia uma nova oportunidade na selecção. Vou para ajudar, com a certeza de que, se conseguirmos fazer uma boa época juntos, as hipóteses de sermos chamados à selecção aumentam.
Comparações com Espanha
— Pelo que tem seguido do campeonato português, como o classifica em termos competitivos?
— Muito bom. Aliás, basta ver que o último campeonato foi disputado até ao último jogo, sempre com incerteza quanto ao vencedor. Foi um campeonato muito nivelado, à imagem do que está a acontecer em Espanha. Isso é muito importante para a afirmação de Portugal e do futebol português na Europa. Veja-se o exemplo da Selecção portuguesa, o seu crescimento extraordinário nos últimos anos. Portugal tem profissionais de muita qualidade e é um país que se afirma, cada vez mais, no cenário mundial.
— Acredita mesmo que o Sporting pode ambicionar vencer a Champions, como já referiu publicamente?
— Tem de ser esse o pensamento. Quando pisamos um campo de futebol temos que dar a vida pela equipa.